sábado, fevereiro 26, 2011

Texto muito bom:

A benignidade é, antes de mais nada, um especial modo de ver os outros. Para expressá-lo de maneira simples, poderíamos dizer que é benigno aquele que enxerga o próximo “com bons olhos”, e isto significa que possui uma inclinação habitual para fixar a sua atenção no “lado bom” das pessoas. Dentro do seu coração, está convencido de que não há nenhuma criatura que não tenha valor. Percebe amorosamente que em cada ser humano, de um modo ou de outro, encontram-se as sementes, o latejar do bem. Pois todo o homem, por mais deficiente que seja, conserva – mesmo por entre as mais densas sombras do pecado – a “imagem de Deus”, uma “imagem” que pode e deve ser amada.

“Dentro do avarento mais egoísta – dizia Paul Claudel –, no interior da pior prostituta e do mais indecente bêbado há uma alma imortal, santamente ocupada em respirar e que, não podendo fazê-lo de dia, ao menos no repouso do sono pratica a sua adoração noturna”. No interior do mais degradado pecador – poderíamos acrescentar – há um santo à espera de que o despertem. E só poderá acordá-lo o amor, o respeito e a confiança de um coração bom.


         Por:Pe. Francisco Faus

2 comentários:

  1. Ficou ótimo! Muito bonito!

    Amandica

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  2. Nossa, que texto legal! Gostei, porque fala dessa coisa fantástica, que é existir, em cada um de nós, uma chama positiva. Sempre me incomodou muito a divisão dos seres humanos em bons e maus... Penso que essa é uma maneira muito pobre de classificar as pessoas. Afinal, soms todos seres imperfeitos, em busca do aperfeiçoamento. Não é?!

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